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Simulado 11 Concurso  Professor De História

 

1) Luciano Mendes de Faria Filho (2000) considera a política educacional republicana mediada pelos grupos escolares,
o que implica em uma perspectiva de totalidade, enquanto expressão de um movimento histórico-educacional
brasileiro. De acordo com o que é exposto por esse autor, julgue os itens a seguir.
I – Na primeira metade do século XIX o brasileiro se ocupou da unidade nacional do ponto de vista político. A educação é
objeto de significativas discussões, e quando proclamada a República, esta se viu diante da tarefa de configurar a escola
pública. Criados a partir de 1890 em São Paulo, os Grupos Escolares eram parte de um projeto mais amplo que
considerava a universalização do ensino como uma das características da República, representavam a ideia de
“modernidade” através da mudança na concepção e organização da escola.
II – O projeto de instauração dos grupos escolares já se dá na década de 1890, em um processo de escolarização promovido
pela iniciativa pública estadual em período republicano, porém sem quaisquer vínculos com a organização municipal.
Contudo, segundo o autor, é mantida a formalidade das práticas escolares do período Imperial, sem que haja preocupações
no sentido de modernizações ou busca pela racionalidade. A cultura urbano industrial que se constitui não foi acompanhada
pelos grupos escolares.
III – Há uma forte e significativa politica pública em torno da educação escolar nas primeiras décadas da República Brasileira.
O Brasil desponta como referência no período quando comparado aos demais países da América Latina. O autor realiza
sua análise desligando-se do contexto histórico e apontando para a independência das relações entre a construção dos
grupos escolares e o reordenamento urbanístico de Belo Horizonte.
IV – Ao lado da política pública, também se realiza forte disseminação do ensino privado, confessional ou não, que concorre
com a dimensão pública, seja auxiliando-a ou com ela estabelecendo parceria, seja socorrendo a nascente pressão
pela escolarização no período em apreço.
São corretas apenas as afirmações:
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) III e IV

2) A obra 500 anos de educação no Brasil (2000) é uma coletânea de artigos que discutem, em perspectiva interdisciplinar,
as origens da educação no Brasil. De acordo com seus conhecimentos e a partir dos ensaios da referida obra,
julgue os itens a seguir.
I – Hansen apresenta o quadro no qual Igreja e Monarquia se aliam para implantar a civilização no Brasil colonial, porém
desconsidera a presença e influencia dos jesuítas no sistema pedagógico, este que, segundo o autor, é expresso no
ratio studiorum, tendo a retórica como elemento central.
II – Gilberto Luiz Alves aborda as duas tendências pedagógicas do período colonial: a pedagogia jesuítica (1549-1759) e
a orientação pombalina que foi predominante até a independência do Brasil.
III – Segundo Cunha, o discurso educacional não se relaciona a um discurso normalizador, uma vez que a família de classe
trabalhadora já figura um problema antes mesmo da escola se tornar uma instituição pretensamente democratizada.
IV – O setor de aprendizagem profissional no Brasil é retomado com o processo de desenvolvimento industrial ocorrido a
partir de 1808 com D.João VI, que, autorizou a abertura de novas fábricas, inaugurando uma nova era para a aprendizagem
profissional que começa a se solidificar.
É correto o que se afirma apenas nas sentenças:
a) I e II
b) III e IV
c) II e IV
d) III

3) Ainda com relação à obra 500 anos de educação no Brasil (2000) e com base em seus conhecimentos, indique a
alternativa correta.
a) A partir das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil e da análise sobre a trajetória educacional, a obra
desconsidera as intensas inovações e modificações sociais e econômicas, bem como as mudanças tecnológicas e de
comunicação.
b) Desde o início da década de 1980, os estudos sobre a linguagem escrita e novas concepções de alfabetização ganham
o cenário, anos foram marcantes na compreensão de que linguagem é muito mais do que a decifração de códigos
escritos, está vinculada à interação, ao usufruto social que o ser humano faz dela, modificando diretamente a concepção
de processos escolares vinculados ao espaço educacional, agora, em pleno século XXI, caracteriza-se por uma educação
extraescolar.
c) As novidades da prática escolar não rompem com a cultura reducionista que demarca o espaço da sala de aula como
único lócus de fomento da aprendizagem. Somente na última década é que se dá a valorização do homem e dos saberes
próprios de sua cultura, de sua relação social, valorizando também os agentes sociais que são mediadores da aprendizagem,
não mais só o professor e a escola, que se mantêm privilegiados pela sistematização do conhecimento, mas o cotidiano
do indivíduo como suscitador do seu processo de aprendizagem e assim a significação dessa alfabetização como a
aprendizagem que parte de sua história.
d) A escola é o princípio da transformação das coisas. Ela faz parte de uma rede complexa de instituições e de práticas
culturais, mas deve-se delas se descolar para se empenhar nas mudanças necessárias. Mantém-se a metáfora do
continente (os grandes sistemas de ensino) para a escola do século XXI.

4) A obra Tempos de Capanema (2001), de Schwartzman, Bousquet Bomeny e Costa, trata da vida política de Gustavo
Capanema dando ênfase para as suas intenções e projetos públicos durante o período de sua gestão, no governo
Vargas, de 1934 a 1945, como ministro da Educação. A partir das considerações da obra, julgue os itens a seguir.
I – O ensino visava conformar o cidadão político, dedicado a construir e fortalecer a nação. Nesse sentido, faz-se importante
refletir acerca do relacionamento entre os intelectuais e o autoritarismo político, a educação e a cultura pós-1930.
II – O que dava à educação naqueles tempos a relevância política era a crença em seu poder de moldar a sociedade a
partir da formação das mentes e da abertura de novos espaços de mobilidade social e participação. Havia os que
preferiam a educação humanística sobre a técnica; os que defendiam o ensino universal contra os que preferiam escolas
distintas para cada setor da sociedade; os que se preocupavam com o conteúdo ético e ideológico do ensino contra os
que favoreciam o ensino agnóstico e leigo.
III – Somente havia os defensores da escola pública. A iniciativa privada da educação é desconsiderada no período em
questão, uma vez que toda a ênfase vai à educação popular. Não havia combates ideológicos na arena da educação.
IV – As políticas e ideologias da educação vigentes no período e consideradas pelos autores são: o movimento da escola
nova, a renovação católica e a revolução de 1930, o projeto fascista de Francisco Campos, os projetos educativos das
forças armadas e a construção da nacionalidade.
É correto o que se afirma nas sentenças:
a) I e II
b) II e III
c) I, III e IV
d) I, II e IV

5) No que diz respeito ao Movimento da Escola Nova, assinale a alternativa correta:
a) Havia um sistema organizado de educação pública no país desde a década de 1920, um amplo espaço para um movimento
nacional em prol da educação, porém desconsiderava a educação popular.
b) A Associação Brasileira de Educação, fundada em 1924 por Heitor Lira, tinha como principal função trazer à baila a
questão educacional, pela realização de conferências nacionais, publicações de revistas e cursos de diversos tipos.
Cedo, porém, as diferenças de opinião iriam se cristalizando, até a polarização que finalmente se estabelece entre os
representantes do chamado Movimento da Escola Nova e a Igreja Católica.
c) O movimento da Escola Nova fora um projeto totalmente definido, mas não considerava a escola pública, universal e
gratuita em suas propostas. Caberia ao setor privado realizar a tarefa de consolidar a educação.
d) Negavam o ensino leigo e se aproximavam de uma proposta de transmissão autoritária e repetitiva de conhecimentos
e ensinamentos, com rígidos processos de aprendizagem.

6) Em busca de um papel político, a Igreja reconstruiu seu discurso doutrinário e catequético, fazendo da educação
uma área estratégica para tal finalidade, como um espaço institucionalizado que permitia articular a doutrina e a
prática. Tomando como referência a Renovação Católica e a Revolução de 30, julgue os itens a seguir:
I – As pressões por um tipo de educação condizente com a industrialização levavam à procura de um ensino mais prático,
voltado para o desenvolvimento de habilidades exigidas para transformações concretas, que se preocupasse mais com
a competência e menos com a capacidade. A Escola Nova se encarregava de formular sua proposta educacional nesta
direção, com ênfase no ato de aprender em detrimento da ação de ensinar.
II – O movimento de renovação da Igreja Católica, marcado pela unanimidade entre seus membros, irá influenciar Francisco
Campos em sua proposta, em nível nacional, de um pacto entre a Igreja e Getúlio Vargas. O governo promulga decreto
que faculta o ensino religioso nas escolas públicas, abolido desde a Constituição de 1891.
III – A proposta é de uma sociologia cristã que fosse responsável pela busca de uma racionalidade para a fé. Essa sociologia
era vista como capaz de contribuir para a ação e doutrina da Igreja, deslocando o centro de gravidade do sentimento
para a razão. Ela seria antes de tudo um método científico aplicável à sociedade, à filosofia e à religião, contribuindo
para que a Igreja Católica pudesse desempenhar bem a sua tarefa de “reespiritualizar a cultura”, acabando de uma vez
por todas com a incompatibilidade entre a religião e a ciência.
IV – Juntamente com a sociologia cristã, há o forte cientificismo, com princípios da ordem natural por uma racionalidade
superior, que viria restaurar os valores metafísicos e conduzir ao “renascimento espiritualista”. A sociedade a ser
construída com o auxilio dessa sociologia cristã fortaleceria o individualismo e implantaria o socialismo, uma vez que
suas bases seriam o indivíduo e o Estado. Uma revolução espiritual que acarretasse maior separação das classes.
V – A Igreja não era o único setor organizado da sociedade pretendendo se utilizar da educação como meio para atingir
fins muito mais amplos, ligados a um projeto mais ou menos explícito de construção de um Estado Nacional forte e bem
constituído. Também as forças armadas viam na educação um caminho indispensável para um projeto nacional de longo
alcance, e pelo qual se sentia responsável.
É correto o que se afirma apenas em
a) I, II e III
b) II, IV e V
c) I, II, IV e V
d) I, II, III e V

7) Com base no Projeto Educacional de Francisco Campos e no Projeto para a Educação das Forças Armadas, julgue
os itens seguintes.
I – No projeto educacional de Francisco Campos, que justifica a criação de um Estado totalitário que deveria substituir o
Estado liberal-democrático, a educação é considerada como um processo que deve adaptar o homem às novas situações,
típicas de uma época de transição.
II – No projeto de Francisco Campos, na construção do Estado Nacional há um lugar de destaque para a pedagogia, esta
que deveria ter como meta primordial a juventude. Porém, segundo ele, não caberia ao Estado a responsabilidade de
tutelar a juventude. Campos ressaltava ainda a necessidade do papel da Igreja em seu projeto político marcado por
fortes convicções éticas e religiosas.
III – O Projeto Educativo das Forças Armadas se refere à posição assumida pelo Exército na política nacional depois de
1930, que daria lugar à participação crescente dessa instituição na esfera educacional, com propostas pacifistas, liberais
e internacionalistas.
IV – A partir de 1937, o Projeto Educativo das Forças Armadas foi impulsionado pelo interesse do governo, da Igreja Católica
e de outros setores em organizar, disciplinar e imprimir na população uma “mentalidade adequada” ao novo Estado
Nacional que se queria construir.
V – A vinculação da educação às questões de segurança nacional confirma a ideia de que, no Estado Novo, a educação
deveria constituir-se em um projeto estratégico de mobilização controlada.
É correto o que se afirma apenas nas sentenças:
a) I e II
b) III, IV e V
c) IV e V
d) I, IV e V

8) Sobre às relações entre a construção da nacionalidade brasileira e a educação, assinale a alternativa incorreta:
a) A educação foi possuidora de carga ideológica no sentido de servir como instrumento para a construção da nacionalidade
brasileira.
b) A questão da nacionalização do ensino encontraria no Estado Novo o momento decisivo de sua resolução, com a
proposta de um grande projeto cívico a ser cumprida através da educação, tarefa que acabou se exercendo de forma
muito mais repressiva do que propriamente pedagógica.
c) Prezava-se por uma educação individualizada, que assim contribuísse para a formação da nacionalidade, entendida
como algo que fosse independente da construção de certas práticas disciplinares de vida e da consciência cívica.
d) O projeto educacional do governo tinha objetivo homogeneizar a população, dando a cada nova geração o instrumento
do idioma, os rudimentos da geografia e da história pátria, os elementos da arte popular e do folclore, as bases da
formação cívica e moral, a feição dos sentimentos e ideias coletivos, em que afinal o senso de unidade e de comunhão
nacional repousam.

9) O livro O Saber Histórico na Sala de Aula (1998) apresenta análises e propostas que pretendem contribuir para a
reflexão sobre reformulação das políticas públicas de educação e da disciplina de História na última década. Com
base nessa obra, julgue os itens a seguir.
I – Bittencourt, com base na análise de diferentes propostas curriculares elaboradas no país entre 1990 e 1995, tem a
finalidade de perceber o alcance das mudanças e continuidade do saber histórico escolar contido nesta documentação
oficial (currículo ideal) oriunda do poder educacional e nas possíveis articulações com o chamado currículo real, vivenciado
por professores e alunos na sala de aula. Para nortear seu texto, a autora destaca dois conceitos fundamentais para
entender os currículos elaborados neste período: capitalismo e cidadania. As novas propostas de reformas curriculares,
centradas nas instituições federais (MEC), representadas por documentos como os parâmetros curriculares nacionais
e conteúdos mínimos para todo o país, são exemplos de alijamento dos debates sobre a educação.
II – As propostas curriculares são analisadas de forma desarticuladas as transformações políticas, sociais e culturais vividas
pela sociedade brasileira. As propostas caracterizam-se como um conjunto homogêneo de textos.
III – Na diversidade das propostas analisadas, dois aspectos se destacaram: os objetivos são semelhantes e, igualmente,
possuem críticas comuns quanto ao que denominam de ensino tradicional de História, notadamente quanto às noções
de tempo histórico baseadas em referenciais considerados oriundos do positivismo. Os currículos e programas compõem
o instrumento mais poderoso de intervenção do Estado no ensino, o que significa sua interferência na formação da
clientela escolar para o exercício da cidadania, no sentido que interessa aos grupos dominantes. Através dos programas
divulgam-se as concepções científicas de cada disciplina, o estado de desenvolvimento em que as ciências de referência
se encontram e que direção devem tomar ao se transformar em saber escolar. A burocracia estatal legisla, regulamenta
e controla o trabalho pedagógico.
IV – Conceitos como identidade e diferença são desconsiderados, o que figura um problema principalmente numa era de
cultura globalizada e modificações no estatuto político, econômico, social e cultural que edificavam o Estado-nação.
V – A ênfase atual ao papel da História ensinada não se relaciona à compreensão do “sentir-se sujeito histórico” e em sua
contribuição para “formação de um cidadão crítico”. Não se enfatiza a preocupação com a formação deste novo conceito
de sujeito histórico. Desvalorização do significado do currículo dentro das políticas públicas do Estado. O currículo
independe da existência de um discurso dominante, que formará a consciência e a memória coletiva da sociedade.
VI – As propostas trazem em sua maioria, uma crítica de noções homogêneas do tempo histórico, determinadas pelo
eurocentrismo e sua lógica de periodização fundada no sujeito histórico Estado-nação. E, nessa perspectiva, propõemse
a trabalhar com as diferentes temporalidades e diferentes sujeitos.
É correto o que se afirma apenas nas sentenças:
a) I, III e VI
b) II, III e V
c) I, V e VI
d) III, V e VI

10) Considerando o projeto neoliberal de educação implementado no Brasil entre os anos de 1980 e sobretudo na
década de 1990, assinale a alternativa incorreta:
a) Na consolidação do projeto neoliberal, dada sua forma específica no Brasil a partir dos anos 90, a educação passa a
ser utilizada como mercadoria, transacionada e dirigida aos interesses hegemônicos, em uma imposição da lógica do
mercado ao sistema educacional.
b) Tais modificações passam a ser sentidas mais diretamente com a Reforma do Estado ocorrida no Governo Fernando
Henrique Cardoso, através das estratégias de desenvolvimento propostas com as políticas educacionais impostas. O
currículo escolar é reorientado para oferecer uma formação utilitarista aos estudantes, vinculando intrinsecamente o
sistema educacional ao sistema produtivo.
c) O discurso neoliberal na educação deixa de ser parte do campo social e político para ingressar no mercado e funcionar
a sua semelhança. A retórica neoliberal atribui um papel estratégico à educação. O reflexo das políticas neoliberais
atinge a formação dos docentes, que seguirá um currículo mínimo de desintegração dos conteúdos de educação geral,
e determinará a posição de técnico do professor, enquanto mero transmissor de conhecimentos.
d) A cartilha do Instituto Liberal demonstra o papel estratégico que tem a educação no projeto neoliberal, no qual a
intervenção na educação não se pretende servir aos propósitos empresariais e industriais. Postula-se que os indivíduos
nascem com potencialidades iguais e idênticas motivações, de modo que a posição a ser ocupada na estrutura ocupacional
das sociedades independe de potencialidades. O discurso educativo neoliberal se distancia de enfoques economicistas
da teoria do capital humano.
Gabarito

1-B
2-C
3-B
4-D
5-B
6-D
7-D
8-C
9-A
10-D

Simulado 11 Concurso Professor De História

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